Michel Nisembaum, o único brasileiro feito refém pelo Hamas, foi encontrado morto nesta sexta-feira (24), segundo anunciaram as Forças Armadas de Israel.

As forças israelenses afirmaram ter encontrado o corpo de Nisembaum durante uma operação militar em Jabalia, cidade do norte da Faixa de Gaza.

Até a operação desta sexta, a família acreditava que ele pudesse ter sido sequestrado, e ainda nutria esperanças de encontrá-lo vivo.

Na operação desta sexta, Israel disse que soldados recuperaram também o corpo de outros dois reféns e entraram em confronto com o Hamas durante a operação, sem divulgar mais detalhes.

A informação sobre a localização dos corpos se deu a partir dos trabalhos de inteligência e foi analisada ao longo dos últimos dias. Os dados foram compartilhados entre o Exército e o Serviço de Informações.

Na operação desta sexta, Israel disse que soldados recuperaram também o corpo de outros dois reféns e entraram em confronto com o Hamas durante a operação, sem divulgar mais detalhes.

A informação sobre a localização dos corpos se deu a partir dos trabalhos de inteligência e foi analisada ao longo dos últimos dias. Os dados foram compartilhados entre o Exército e o Serviço de Informações.

As famílias das três vítimas já foram informadas sobre a localização dos corpos, segundo os militares israelenses.

Michel tinha 59 anos, nasceu em Niterói (RJ) e morava perto de Gaza havia mais 40 anos.

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Em uma publicação em suas redes sociais, uma de suas filhas, Hen Mahlouf, disse estar "de coração partido".

 

"Quem diria que essa seria nossa história, que esse seria seu fim. Nosso papi, o coração está partido", publicou Mahlouf. Em dezembro, ela contou ao g1 que seus filhos perguntavam pelo avô todos os dias desde que ele foi levado pelos Hamas.

 

Dia dos ataques

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Em uma publicação em suas redes sociais, uma de suas filhas, Hen Mahlouf, disse estar "de coração partido".

 

"Quem diria que essa seria nossa história, que esse seria seu fim. Nosso papi, o coração está partido", publicou Mahlouf. Em dezembro, ela contou ao g1 que seus filhos perguntavam pelo avô todos os dias desde que ele foi levado pelos Hamas.

Dia dos ataques

 

Quando a família no Brasil tentou reestabelecer o contato, alguém atendeu o celular e disse duas vezes a palavra "Hamas". Esta era a última informação que os parentes tinham sobre o paradeiro de Michel.

 

"Às 7h06 ele já não atendeu mais o telefone. Até que às 07h23 atenderam o celular dele e começaram a gritar 'Hamas, hamas' e fecharam o telefone. Nós vimos um vídeo onde os terroristas mostraram a carta de motorista do Michel", disse a irmã, Mary Shohat.

O Exército de Israel disse ainda que foram recuperados os corpos dos israelenses Hanan Yablonka e Orion Hernandez.

As famílias das vítimas foram informadas após um procedimento de identificação realizado por médicos do Instituto Forense Nacional de Israel e agentes da polícia israelense.

Quem são as outras vítimas

 

Yablonka, 42 anos, pai de dois filhos, também foi retirado do festival de música. Sua família disse à agência de notícias AP em dezembro que ele adorava música. A família de Yablonka não teve notícias dele durante depois de ter sido levado, e também não sabia se ele estava vivo ou morto.

 

Incursão militar em Gaza

Os ataques terroristas de 7 de outubro, perpetrados pelo Hamas em Israel, deixaram mais de 1.200 mortos. Outras cerca de 250 pessoas foram sequestradas e levadas para a Faixa de Gaza.

De acordo com Israel, cerca de 100 permanecem em poder dos terroristas, e 30 corpos ainda não foram recuperados.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu aniquilar o Hamas e trazer todos os reféns de volta, mas tem feito pouco progresso em relação aos cidadãos israelenses ainda em poder do grupo terrorista.

A atitude de seu governo em relação aos reféns tem causado atritos internos e uma onda de protestos. Externamente, a campanha militar em Gaza, que já deixou mais de 35 mil palestinos mortos, segundo o Hamas, tem recebido críticas de violações dos direitos humanos, e Netanyahu tem sofrido pressão até de aliados históricos como os EUA. 

Na última segunda-feira (20), a Procuradoria do Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, pediu a prisão de Netanyahu e dos três principais líderes do Hamas. Netanyahu afirmou que o pedido do procurador é "absurdo" e que tem o propósito de atingir o país.

O pedido é o primeiro trâmite internacional contra Netanyahu e aprofunda o isolamento de Israel.

Israel também aguarda nesta sexta uma decisão do Tribunal Internacional de Justiça, em Haia, sobre um pedido urgente da África do Sul para que o órgão ordene a suspensão imediata da incursão militar e os bombardeios no território palestino.

 

Governo lamenta

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou uma nota de pesar pela confirmação da morte de Nisembaum. "Sei do amor imenso que sua família tinha por ele. Minha solidariedade aos familiares e amigos de Michel. O Brasil continuará lutando, e seguiremos engajados nos esforços para que todos os reféns sejam libertados", diz o comunicado.

Leia a íntegra:

Soube, com imensa tristeza, da morte de Michel Nisembaum, brasileiro mantido refém pelo Hamas. Conheci sua irmã e filha, e sei do amor imenso que sua família tinha por ele. Minha solidariedade aos familiares e amigos de Michel. O Brasil continuará lutando, e seguiremos engajados nos esforços para que todos os reféns sejam libertados, para que tenhamos um cessar-fogo e a paz para os povos de Israel e da Palestina.

leia mais em,https://g1.globo.com/mundo/noticia/2024/05/24/refem-brasileiro-na-faixa-de-gaza.ghtml