Capitão Werben Monteiro alertou para a necessidade de conhecer o funcionamento dos aparelhos para evitar maiores incidentes com crianças

Saber operar o equipamento, agir rapidamente para separar a criança do objeto que a prende e manter sempre os mais novos sob olhares atentos para minimizar o risco de incidentes. Passos importantes para tentar evitar acidentes como o que envolveu uma menina de nove anos, que ficou presa a um brinquedo inflável no Shopping Recife, na Zona Sul da cidade, após ter seu cabelo puxado por um exaustor.

O capitão do Corpo de Bombeiros, Werben Monteiro, deu dicas de como agir em situações parecidas e qual procedimento é o ideal para proteger as crianças.

"No caso da menina, é preciso dizer que o primeiro passo deveria ter sido desligar o aparelho. Mas, claro, como a pessoa que fez a ação, a avó, estava tentando entender o que estava acontecendo, e não era treinada para isso, ela agiu a partir do segundo passo que é indicado: desprender a criança do exaustor. No caso dela, cortando o cabelo. Indicamos que é sempre necessário primeiro retirar o equipamento da energia para evitar a passagem de corrente elétrica", ressaltou, argumentando que, no local, deveria haver um funcionário treinado para lidar com a máquina.
 

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"Se tivesse um funcionário da empresa responsável pelo equipamento, treinado para emergências, ele saberia como operar, desligando a máquina. Seria um cuidado a mais, fazendo a ação mais rápida e não deixando tudo ocorrer por 10 minutos. Imagina se, no lugar de uma piscina de bolas, fosse uma piscina com água? Não teria como esperar esse tempo. Poderia gerar na criança uma lesão mais grave".

O capitão também destacou o papel dos pais em casos assim, com atenção especial em dois pontos: a classificação etária do brinquedo e o cuidado para manter a criança no campo de visão.

"Não se pode, por exemplo, colocar uma criança menor em um brinquedo para crianças maiores. Ter jovens de faixa etárias diferentes em um mesmo local pode gerar acidentes entre elas. Também alertamos que, em piscinas de bola, os pais devem evitar que a criança fique submersa. Isso a tira do campo de observação, ficando mais difícil ver se há necessidade de alguma ajuda em caso de incidentes. A verdade é que não existe ambiente sem risco e o mal comportamento pode potencializar. É preciso também que os pais conversem com os filhos para orientarem como deve ser a brincadeira, evitando ações que podem gerar acidentes", completou.

 

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